Anarquimo

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

[Turquia] Manifestação pede a libertação de punks detidos em Aceh

Um grupo de punks e anarquistas organizou neste domingo (25 de dezembro), ao meio-dia, um protesto em repúdio à prisão de 65 punks na província de Aceh em frente ao Consulado da Indonésia em Istambul.

Com faixas e gritando slogans eles pediam a libertação dos punks detidos em Aceh sem acusações formais. Na ocasião os manifestantes também atacaram alguns carros de luxo e picharam a fachada do Consulado, que está localizado num bairro de elite. 

Na noite anterior, sábado (24 de dezembro), ainda em Istambul, foi realizada num bar local uma gig punk/hardcore de solidariedade aos jovens punks detidos em Aceh e contra o terrorismo policial-estatal.

Galeria de imagens: 

Vídeo: 

 
Notícia relacionada:


agência de notícias anarquistas-ana

[Grécia] Expropriações em supermercados, guerra a patronal

[No sábado, 24 de dezembro, dezenas de anarquistas dos bairros da metrópole se reuniram no bairro ateniense de Peristeri, cortaram uma avenida central, desfraldaram faixas e expropriaram artigos em dois supermercados locais. Na sequência, gritando slogans, foram ao vizinho mercado e distribuíram todo material expropriado para a população. As pessoas aceitaram a ação de uma maneira muito acolhedora. A seguir o texto que foi distribuído.]

Expropriações em supermercados, guerra a patronal
Hoje em dia não há nada mais frustrante do que ver os patrões continuando com a mesma série de mentiras, como se nada tivesse acontecido, como se nos esperava um futuro brilhante sob o capitalismo. Como se a ofensiva que estamos vivendo fosse um simples parênteses devido a alguns políticos corruptos, e não todo o sistema de exploração. E agora que alguns tecnocratas-banqueiros se encarregaram, já oficialmente, da gestão da "nação", tudo vai ser resolvido num passe de mágica, basta que tenhamos "paciência", que façamos mais sacrifícios, que baixemos diariamente a cabeça... Nós, os trabalhadores, os desempregados, os estrangeiros. Nós, os oprimidos, e em nenhum caso o Capital e seus mecanismos.

E agora, mesmo sob essas circunstâncias, em que o conto do consumo sem fim e o capitalismo têm um lugar onde tudo acabou, nos chamam novamente para que ponhamos nossa roupa formal, para irmos correndo para as lojas para comprar, comprar, comprar, ou pelo menos lembrar os dias em que podíamos fazer isso com dinheiro emprestado. Nos chamam para que montemos uma festa de Natal, esquecendo conscientemente que amanhã nos esperam novas medidas, mais humilhação e que, embora resistamos, cada amanhecer será pior.

Este mundo, que sob a brilhante luz tem escondido a degradação constante de nossas vidas, não se reforma. Tem que ser derrubado, e não há uma solução pronta para derrubá-lo.

A confrontação das consequências e as condições geradas pelo funcionamento da máquina capitalista, em tempos de crise ou de desenvolvimento, requer a criação de estruturas de solidariedade mútua entre os oprimidos. De estruturas que apóiem as práticas de enfrentamento e lutas de classe. De estruturas que respondam a satisfação coletiva das necessidades diárias de todos e de todas, e cada um de nós.
Solidariedade, auto-organização, Contra-ataque

Trabalhadores, Desempregados dos bairros da metrópole

agência de notícias anarquistas-ana

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Resposta a reitoria e a sociedade

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

Nota pública do coletivo de paralisação
 #PARALISARPARAMOBILIZAR

            Diante das decisões divulgadas pelo reitor da UFRB no dia 26 de Setembro de 2011, deliberamos e entendemos que devemos uma explicação a sociedade e não somente a universidade.
 
            O primeiro ponto refere-se à formação da mesa de negociação e da câmera Inter setorial. Nesta nota publica, a reitoria avalia que somente estas ações seriam necessárias para a plena comunicação. Esquece-se esta que, a multicampia, um sistema herdado da ditadura militar, onde os campi foram descentralizados serviam apenas para desarticular ideias importantes. Além disso, esta mesma reitoria esqueceu também que os estudante da UFRB ainda estão se organizando. No entanto, para alçar uma discussão foi preciso que embasássemo-nos com documentação necessária para apurar as irregularidades dos campi de Cruz das Almas, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus e Amargosa. Ainda neste ponto a reitoria nos acusa de causar “prejuízos” administrativos, financeiros, sociais e acadêmicos. Contudo, avaliamos que o prejuízo maior quem sofre é a sociedade que deposita regularmente pagamentos via impostos e não sabe no que este dinheiro é aplicado. Prejuízo será formar profissionais sem qualificação colocando em risco essa mesma sociedade que não terá o retorno desejado.
 
            A segunda questão colocada pelo reitor sobre a “ideia fixa” de falarmos somente da PROPAAE, não é descabida. Mesmo sendo pouco mais de 10% da população estudantil da UFRB a usufruir dos benefícios, entendemos a importância e a necessidade dessas politicas afirmativas e o quanto elas precisam ser ampliadas, visto que 70% dos estudantes da UFRB são originários das classes C, D e E, e aproximadamente 80% do corpo estudantil se declara afrodescendente. O que nos espanta é a reitoria utilizar a PROPAAE como manobra de retaliação para com este movimento. O Coletivo insiste em reafirmar que as dependências administrativas necessárias para efetivar os benefícios devem e podem executar suas atividades.
 
            A terceira questão referente às agressões verbais ocorreu de ambos os lados. Se houve por parte deste movimento atitudes intempestivas pedimos publicamente desculpas. O nosso intuito era nos fazer ouvir diante da impossibilidade de permanecermos no mesmo local para discutir as melhorias que servirão tanto aos professores, servidores quanto aos estudantes. Discordamos ainda da informação que não existe uma representação única por parte do movimento. Temos vinte pessoas (efetivos e suplentes) que estão responsáveis para comparecer a mesa de negociação, sendo que presencialmente apenas dez participam dessas reuniões por vez. Lembramos ainda que o reitor deveria implantar o sistema de negociação proposto em 2008 quando as mesas eram abertas e democráticas congregando todos os estudantes.
 
            O quarto ponto se refere à palavra “greve”, não estamos fazendo greve e sim paralisação. Não somos remunerados para fazer este movimento que é apartidário, independente e democrático. 
 
            O ultimo ponto trata da dissolução da mesa de negociação por parte do reitor. Nós do Coletivo de Paralisação reiteramos a importância e a necessidade de retomarmos as negociações a fim de estabelecer um diálogo e encontrar soluções acerca dos impasses.
 
            Informamos ainda à sociedade que a ocupação da UFRB pelos estudantes está fundamentada em documentos da Controladoria Geral da União (CGU) que revelam irregularidades nas obras licitadas até o ano de 2009. Segundo a CGU, os resultados dos trabalhos que constam no relatório nº 245382, foi verificado que não há conformidade entre a documentação apresentada pela UFRB com as exigências do Tribunal de Contas da União (TCU). Foram destinados, através do Programa, "Brasil Universitário", que diz respeito a 87,4% (valor de R $83.945.054,00) dos recursos geridos pela Universidade no exercício de 2009 (total de R$ 96.088.427,00)”. A falta de desempenho da UFRB foi justificada varias vezes por “dificuldades técnicas e gerenciais e da carência de recursos humanos especializados”. Observamos que somente no campus de Amargosa, cujo terreno foi drenado para receber as instalações da UFRB, foram gastos cerca de 9 milhões de reais. Contudo, as instalações/estruturas não correspondem às verbas aplicadas, como exemplo o curso de Educação Física que não possui um complexo poliesportivo que é de suma importância para formação profissional. Já no campus de Cruz das Almas mesmo tendo disponível R$ 1.356.385,52 o complexo de laboratórios de Engenharia Florestal sequer tiveram as obras licitadas. Ainda no mesmo campus, uma verba destinada no valor de R$ 3.839.034,88 para construção do hospital de Medicina Veterinária não foi utilizada no seu total, pagando apenas á empresa o valor de R$ 259.796,97
 
            Ressaltamos ainda que os 96 milhões poderiam ter sidos administrados em reformas de prédios já existentes, aquisições de equipamentos, mobílias e outros gastos para a implementação dos campi. Isso sem citar os indícios de superfaturamento nas obras dos 7 laboratórios do campus de Cruz das Almas notificados pela CGU referentes ao relatório de 2010, entregue em março de 2011.  O que nos faz perceber que a falta de laboratórios, salas de aulas equipadas, acervos bibliográficos e outros itens para a formação plena deixaram de ser adquiridos por falta de uma boa administração. Neste momento, estamos nos mobilizando para que os estudantes da UFRB possam efetivamente contribuir para o desenvolvimento do Brasil. 
 
             Queremos profissionais plenos para a sociedade brasileira, não apenas meros reprodutores de ideias abstratas. Continuaremos a divulgar o que está ocorrendo na UFRB para que a sociedade brasileira tenha pleno conhecimento dos investimentos federais. Todos nós pagamos impostos que se revertem em verbas para fazer o Brasil. Os investimentos na UFRB não são diferentes. Queremos uma UFRB decente.


27 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Comando de Paralização lança contra proposta a Imposição da Reitoria

Nota à Reitoria em Resposta a Mesa de Negociação

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA
COLETIVO DE PARALISAÇÃO DOS ESTUDANTES
NOTA A COMUNIDADE
Em resposta à última nota publicada pela Reitoria no dia 15 de setembro de 2011 e entregue no dia 16 de setembro do ano corrente acerca da Comissão de Negociação, o Coletivo estudantil #ParalisarParaMobilizarUFRB, informa que a Reitoria já retificou a composição da Comissão de Negociação que agora conta, conforme a nossa proposta, com o Reitor, Vice-Reitor e Diretores dos Centros.

Em tempo, solicitamos a presença do Ministério Público Federal (MPF) para endossar os acordos firmados ao final das negociações.

A título de informe, serão dez discentes a compor a Mesa Permanente de Negociação, e, para além da classe estudantil, sugerimos que toda a comunidade acadêmica possa participar das reuniões das Mesas na condição de ouvintes.

Por fim, convidamos a Reitoria e os Diretores de Centros para a Primeira Reunião da Mesa de Negociação, no dia 21/09/2011 (quarta-feira), às 09:00hs no Anfiteatro da Reitoria da UFRB.

O Movimento Estudantil da UFRB prossegue autônomo e em luta.

Coletivo de Paralisação dos Estudantes
Cruz das Almas – BA, 16 de setembro de 2011.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Onda repressiva contra o anarquismo ibérico

Nesta quarta-feira (14) a companheira Tamara foi condenado a 8 anos de prisão. Ela é acusada de enviar um pacote-bomba a Albert Batlle, secretário de Serviços Penitenciários da Catalunha, no marco de uma campanha pela liberdade de Amadeu Caselles. Está detida desde 15 de dezembro passado. Em princípio, o promotor pedia 12 anos de prisão por tentativa de homicídio e posse de explosivos.
 
Mais infos sobre o seu caso aqui:
 
 
 
Após a decisão das autoridades judiciais ocorreram manifestações de apoio a Tamara em Sevilha, onde foi colocado banners em diferentes acessos da cidade e ações em Barcelona, ​​onde vários contentores de lixo foram arrastados e queimados em plena rua. Também aconteceram ataques em algumas agências bancárias e pichações em Valência.
 
Mas hoje, dia 16, foi divulgada pela imprensa corporativa a notícia da prisão do companheiro José Lopez Mendendez, de 30 anos, por supostamente ter colocado nada menos que 32 bombas em Madri nos últimos dois anos. Segundo a polícia: A maneira de realizar os ataques era “bastante rudimentar”, mas sempre conseguia atingir seus objetivos. Embebia um cobertor num líquido inflamável e colocava para secar. Depois cobria com o cobertor cilindros de Campingaz ou spray de gás para recarga de isqueiros. Isso produzia explosões de intensidade moderada, mas capaz de destruir a entrada dos locais que tinha como alvo.
 
Esta notícia deixa no ar muitas perguntas, e como de costume apenas foi conhecida a versão policial dos acontecimentos. Tudo isso exatamente num momento em que são previstas grandes manifestações em Madri. Sem ir muito longe, em 18 próximo haverá inúmeras manifestações contra a privatização, e no dia 29 uma jornada de luta e agitação para uma greve geral.
 
Também o sindicato CNT [anarcosindicalista] recebeu uma denúncia da organização de extrema-direita HazteOir, pela campanha feita contra a visita do Papa em agosto passado. MasLibre.org (uma associação que depende HazteOir), acusa este sindicato de:
 
Provocação ao ódio e à violência por motivos religiosos - artigo 510 do CP;
 
Reunião ou manifestação ilegal - artigos 513 e 514 do CP;
 
Contra os sentimentos religiosos - artigo 525.1 do CP;
 
Apologia do terrorismo - artigos 571 e seguintes do CP;
 
De genocídio, tal como definido no artigo 607.2 do CP.
 
 
agência de notícias anarquistas-ana

Re: NOTA DA REITORIA SOBRE A COMISSÃO DA MESA PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO.


Coletivo de Paralisação dos Estudantes

Temos ciência da legalidade e legitimidade da Comissão de Negociação instaurada pela Portaria 444/2011, porém NÃO A ACEITAMOS.

Em momento algum duvidamos ou colocamos em questão a competência das pessoas designadas para tal função, mas não as consideramos aptas para discutir as questões específicas de cada Centro, tendo em vista que nenhuma delas participa diretamente da gestão dos mesmos. Dessa forma, se houver algum motivo plausível para a escolha desta Comissão, que ele seja posto para a nossa apreciação. 

A proposta da Reitoria para as negociações é de diálogo, porém, o que de fato tem acontecido é o que chamamos de IMPOSIÇÃO, posto que a mesma nega em atender o nosso pedido de modificação da Comissão de Negociação. 

Salientamos que as Negociações apenas iniciarão a partir do momento que a Reitoria assumir efetivamente a postura de diálogo. 

Portanto, elaboramos uma contraproposta que se configura como prerrogativa para a nossa participação na Mesa de Negociações, a saber: 

1. Que a Comissão de Negociação da Reitoria seja composta por: Diretores de todos os Centros, Reitor e Vice-Reitor.
2. Que todos os discentes que desejarem acompanhar as Negociações, tenham este direito assegurado, embora apenas a Comissão Discente de Negociação, possa se pronunciar para representar os discentes desta Instituição.
3. Apenas haverá diálogo se garantido o direito à água e internet em todos os Centros.
Por fim, nos colocamos a disposição em, de fato, DIALOGAR! Mas o DIALÓGO deverá ser permanente, e não em momentos de tensão!
Cruz das Almas, 15 de setembro de 2011.
Coletivo de Paralisação dos Estudantes.

sábado, 10 de setembro de 2011

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA COLETIVO DE PARALISAÇÃO DOS ESTUDANTES

Foto: Luis Antônio
É mister salientar que a referida deliberação da Assembléia Geral dos Estudantes da UFRB, se caracteriza como resposta consciente ao ciclo de descasos da Administração Central desta Universidade para conosco (estudantes) e como ação do Movimento Estudantil em repúdio aos duros golpes deferidos (pela Administração Central) contra os direitos estudantis e a qualidade do ensino superior. Em tempo, salientamos que foram diversas as nossas tentativas e intervenções para que as problemáticas que ameaçavam a condução das atividades básicas desta Universidade não comprometessem, ao extremo, seu funcionamento e o respeito às necessidades da classe estudantil.

Uma das últimas tentativas de discussão e de resolução das questões pautadas pelo Movimento Estudantil ocorreu no dia 10 de junho deste ano durante uma Reunião do Conselho de Entidades de Base da UFRB (CEB), na qual o reitor Paulo Gabriel Soledade Nacif nos apresentou, mais uma vez, seus discursos evasivos e, nos comprovou (através da quebra de compromissos firmados) o seu desdém para com os estudantes. O expresso descaso da Administração Central para o trato das questões estudantis é indignante.

Uma das ações determinadas pela Assembléia Geral foi a condução do processo de Ocupação da Reitoria e Centros e, Trancamento dos Pavilhões de Aula, o que foi executado pelos estudantes em mobilização. As aulas se encontram suspensas e se faz necessário lembrar que os problemas estruturais e administrativos são alguns dos pontos que mobilizam tal suspensão.

O movimento estudantil da UFRB possui pautas concretas no que diz respeito às mazelas que acometem a nossa Universidade e o perfil omisso da Administração Central. Seria um ultraje não reconhecer as dificuldades que permeiam e entranham as reais condições acadêmicas ofertadas e a passividade e/ou vagarosidade administrativa na defesa de uma educação de qualidade. A Administração Central vem tentando (através da omissão e deturpação de informações) criar instabilidade na base do Movimento Estudantil e descredibilizá-lo perante a sociedade, o que visualizamos com pesar. Sabemos que esta Universidade teve em sua fase constitutiva a

participação dos movimentos sociais, que propuseram e reivindicaram uma universidade popular, que surgisse compromissada com as demandas da sociedade civil, no entanto, observamos o aparente esquecimento deste compromisso.

Não estamos parados! Paralisamos as atividades na tentativa de rompermos com os perversos vícios da política de gestão universitária que nos impossibilitava de manter um diálogo. Paralisamos as atividades conservadoras de formação (aulas) para criarmos outros espaços que têm como objetivo proporcionar uma reflexão a respeito do atual estado de precariedade no qual se encontra. “Paralisar para Mobilizar!!!”. A UFRB é uma universidade que nasceu sob a tutela do programa de Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). A universidade, desde o seu surgimento, sofre diversos ataques, através de reestruturações que prejudicam a nossa formação. Sua gênese atrelada ao Reuni trouxe uma expansão, mas de forma precária. Sempre seguindo a lógica de se ofertar vagas, sem que seja garantido os recursos necessários para melhorar a qualidade da educação, incentivar a pesquisa e a extensão nas universidades e promover, por meio da assistência estudantil a permanência do estudante. Hoje, a UFRB está concretizada em 04 municípios baianos, somando um total de 32 cursos de graduação regulares e os vinculados ao Plano Nacional de Formação de Professores. A maioria absoluta desses cursos funciona de forma precária, com ausência do básico para garantir uma formação qualificada, a citar: inexistência de laboratórios, contratação de professores efetivos que possam desenvolver pesquisa e extensão, hospital universitário, políticas de estágio, quadras poliesportivas, espaços e materiais para aulas práticas, livros... Em 2008, o movimento estudantil ocupou a reitoria reivindicando melhores condições. E agora, pela segunda vez esse tipo de medida fez-se necessário.

Expressamos, novamente, que tal ação não prejudica as atividades básicas desta Universidade, pelo contrário, nós (estudantes) estamos gritando pela efetividade nas ações vitais, para que não desfaleçamos. A Administração Central tenta induzir à compreensão de que não estamos dispostos ao diálogo (lastimável engodo), nossas tentativas não são recentes e o ambiente de respeito não foi abalado pela ação do Movimento Estudantil, mas sim pelo destrato da Administração desta Universidade.

Coletivo de Paralisação dos Estudantes da UFRB
Cruz das Almas – Bahia, 05 de setembro de 2011.

sábado, 16 de julho de 2011

XXXV ENCONTRO NACIONAL DE CASAS DE ESTUDANTES - ENCE

Ocorrerá entre os dias 07 e 13 de Agosto de 2011, no Campus da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS, o XXXV Encontro Nacional de Casas de Estudantes – ENCE, cujo tema será “Casas em Movimento(s): Olhares politizados, fazeres plurais e os sentidos das Políticas de Assistência e Permanência”.

Com a expectativa de receber cerca de 400 pessoas, a 35ª edição do evento objetiva trocar experiências, traçar paralelos entre as diferentes realidades participantes e discutir formas de articulação de uma luta nacionalmente integrada em torno das políticas de assistência/permanência estudantil como forma de garantir condições dignas de cursar o Ensino Superior aos/às estudantes oriundos/as das camadas populares, além de encurtar distâncias com os demais segmentos da Sociedade Civil Organizada.

A realização do evento é uma parceria entre a Secretaria Nacional de Casas de Estudantes – SENCE e as Residências Universitárias da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS, da Universidade Federal da Bahia – UFBA e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB.

O investimento é de R$25 (vinte e cinco) e o contato para informações e pré-inscrições pode ser feito através do e-mail: ence2011.bahia@gmail.com e pelo blog: http://xxxvencebahia.blogspot.com/;

Confira a PROGRAMAÇÃO do Evento:

Dia 07 de Agosto:
- Credenciamento – 08:00 às 17:30
- Abertura, às 19:00
Dia 08 de Agosto:
- “Formação Política: onde estou e o que é isso?!” – 08:30 às 11:40
- “Residências Estudantis do Brasil: a realidade da Bahia” – 13:30 às 17:30
- Apresentação da nova Gestão e Reunião Ampliada da SENCE – 19:30 às 22:00
Dia 09 de Agosto:
- Oficina do Teatro do Oprimido – 08:30 às 11:40
- Grupos de Discussão (dois blocos) – 13:30 às 17:30
- “As políticas governamentais de Assistência Estudantil em relação às Universidades Estaduais” – 19:00 às 22:30
Dia 10 de Agosto:
- Educação Popular – 08:30 às 11:40
- Espaços Propositivos – 13:30 às 18:00
- Construção de Ato Público – 19:00 às 22:30
Dia 11 de Agosto:
- Ato público – 06:30
- Tarde livre
Dia 12 de Agosto:
- Prestação de Contas do evento – 08:30 às 11:40
- Avaliação do Ato – 13:30 às 17:30
- Avaliação do Encontro – 19:00 às 22:30
Dia 13 de Agosto:
- Plenária Final – 08:30 às 17:30

*Programação sujeita à alterações.

sábado, 2 de julho de 2011

Blog do NNNE - UFRB

Historicamente a sociedade brasileira foi construída através de variados processos de subalternização do negro/a. Durante mais de três séculos, milhares de africanos foram tirados de sua terra de origem, para servirem de força de trabalho escrava no Brasil. Durante todo período colonial e imperial, a sociedade brasileira se sustentou através da escravidão negra, prática essa, que se fundava através de um cotidiano exercício da violência, coação, exploração e humilhação da população escravizada.

     Com o fim da escravidão legal no Brasil, em 13 de maio de 1888, o quadro de violências alterou-se, na medida em que as elites dirigentes, aparelhadas com as teorias racialistas, organizaram-se para recriar as hierarquias estabelecidas durantes os séculos de escravidão. Nesse sentindo, o Estado-nação brasileiro, foi construído através de políticas estatais, que visavam excluir e muitas vezes exterminar a população negra aqui existente, com projetos de favelização, programas de higienização, políticas de branqueamento e criminalização do negro/a e suas manifestações religioso-culturais. Mas, nós resistimos.
 
     Nos fins dos anos 20, o protesto racial emerge fortemente em São Paulo, propagando-se em outros estados da Federação; criam-se organizações, com base na identidade racial cujo objetivo é projetar os negros/as enquanto atores sociais. No final dos anos 40, o protesto reaparece no Rio de Janeiro, sob a forma de um ambicioso projeto cultural - Teatro Experimental do Negro - articulando-se psicodrama, valorização da tradição afro-brasileira e propostas políticas com vistas a interferir na reforma  constitucional.
 
     No final dos anos 70, uma nova onda de protestos, impulsionada por organizações negras de diferentes estados da federação, dão início à formação do Movimento Negro Unificado. Uma peculiaridade do Movimento Negro/a do Brasil, está no fato de que além de combater o racismo em todas as formas é preciso também desmistificar a idéia difundida de “democracia racial”, ideologia essa, diluída em toda sociedade brasileira, como constituinte de sua própria identidade nacional, dando um tom “harmonioso” às relações raciais.
 
     Na universidade o combate ao racismo perpassa por críticas ao conhecimento excessivamente eurocêntrico e pela organização da luta por acesso e permanência da população negra ao ensino superior. Fundamentados nesses eixos de atuação é que surge o movimento negro/a universitário na sua forma de núcleos estudantis. As pautas dos núcleos se somam às pautas gerais do movimento negro/a tendo como principal conquista destes, em nível nacional, a adoção de políticas de cotas para o acesso e permanência de estudantes negros/as. 
 
     Nessa conjuntura o negro/a passa a reivindicar o espaço político na universidade pública, propondo alternativas epistemológicas em favor da descolonização do conhecimento e o combate ao racismo na sociedade brasileira. É nesse sentindo, que estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, especificamente do Centro de Artes, Humanidades e Letras, reúnem-se em abril de 2009, e desde então, vêem se organizando de forma ativa e autônoma, com o intuito de discutir e militar em defesa das populações negras, o combate ao machismo e outras lutas em favor das maiorias subalternizadas. 
 
     O coletivo intitulado de Núcleo de Negras e Negros Estudantes (NNNE) tem como compromisso, combater o racismo, o machismo e todas e quaisquer formas de segregação, entendendo que essa ação de combate as discriminações é de extrema importância para construção de uma sociedade plenamente democrática.
 
    Nesse sentido, o NNNE é um coletivo de estudantes militantes que atualmente  desenvolve trabalho de base nas comunidades periféricas na cidade de Cachoeira-BA, além de constituir  uma rede de articulação com outros movimentos sociais como MST Recôncavo, MSTB, MOPEBA, MNU e comunidades Quilombolas da região. Somos maiss um elo da corrente inquebrantável do movimento negro contemporâneo.
 
Núcleo de Negras e Negros Estudantes da UFRB

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Conselho Indigena Popular de Oaxaca - Ricardo Flores Magón

   Hermanos y hermanas:

Nuestro corazón magonista se encuentra triste y enojado porque la justicia no llega a nuestras comunidades, al contrario los gobiernos nos fabrican delitos mas graves para mantenernos encarcelados y dejemos de luchar por nuestros derechos y nuestra madre tierra.

A mas de un mes de que nuestro hermano zapoteca Pablo López Alavez fuera secuestrado (el 15 de agosto de 2010) por hombres encapuchados y armados en presencia de sus familias y un día después encarcelado en el Penal de Villa de Etla, bajo la fabricación del expediente penal 102/2007 por los delitos de homicidio calificado con ventaja y tentativa de homicidio calificado con ventaja.

Pablo López Alavez, comunero de San Isidro Aloapam, comunidad zapoteca de la Sierra Juárez, se ha distinguido por la defensa del bosque que desde tiempos de sus abuelos han cuidado y preservado su territorio para evitar invasiones y  desde hace mas de 20 años en contra de los talamontes de San Miguel Aloapam que con la complicidad de la SEMARNAT y CONAFOR quienes participan de las ganancias millonarias de la venta de madera sin que les importe la muerte del bosque y con el la vida y subsistencia de su comunidad de San Isidro Aloapam. Por tal motivo en el año 2000 cuando era parte de la autoridad del pueblo fue acusado y preso junto con otros 10 comuneros bajo los delitos prefabricados de Ataques a las vías de comunicación exp.36/ 2000 y de robo de madera que haciende a cerca de tres millones de pesos, exp.123/2000 cuando su delito era detener la tala del monte.

         En este expediente como los anteriores se encontraron serías irregularidades en las constancias que integran la averiguación previa 276(II)2007 instruida por el agente del ministerio Publico investigador del segundo Turno de la Villa de Etla, que origino la causa penal 102/2007 que incrimina a nuestro hermano; estas inconsistencias, ilegalidades e injusticias demuestran su prefabricación, la complicidad y corrupción de las autoridades y juez encargados de impartir justicia con los paramilitares priistas de San Miguel Aloapam.

         Por lo que el día 17 de septiembre se interpuso un amparo contra el auto de formal prisión de nuestro hermano Pablo López Alavez en los Tribunales y juzgados del Décimo Tercer Circuito recayendo en el Juzgado Tercero de Distrito en Oaxaca bajo el expediente 1158/2010, por lo que les estamos pidiendo que manden cartas al juez federal Amado Chiñas Fuentes antes del 14 de octubre de 2010, día en que se llevará a cabo la audiencia constitucional contra el auto de formal prisión para que a la brevedad  posible y conforme a derecho resuelva el amparo a favor de nuestro hermano Pablo López Alavez quien esta privado de su libertad, por las siguientes inconsistencia e ilegalidades:



  1. De acuerdo con las constancias del expedientes las diligencias que el Agente del Ministerio Publico Investigador del Segundo Turno de la Villa de Etla   realizó el día 18 de junio de 2007, no tiene congruencia: la diligencia de  traslado, inspección ocular y levantamiento de cadáver la realiza a las 20:00 horas del día 18 de junio de 2007, pero al medico que le ordena su peritaje dice hace constar que a las 18:00 horas realiza la autopsia a Matildio Méndez Santiago y a las 19:00 horas al cadáver de Arturo Chávez Méndez en el panteón de San Miguel Aloapam del mismo día; lo que demuestra que no estuvo en el lugar de los hechos y da por verdadero lo que la autoridad y testigos de San Miguel Aloapam le contaron pues es irreal que a las 21:45  concluyera la diligencia en “Agua Paloma” de San Isidro Aloapam, lugar donde dicen ocurrieron los hechos, a las 21:15 iniciaba otra diligencia en la Villa de Etla, Oaxaca y a las 21:22 minutos realizara el mismo otra diligencia en San Miguel Aloapam, situación imposible dada las distancias que existen entre los lugares mencionados, lo que indica que la autoridad ministerial no realizo una investigación verdadera de los hechos ocurridos en donde murieron 2 personas y 7 resultaron heridas y acepto lo que la autoridad de San Miguel Aloapam le contó, montando testigos para inculpar a nuestro compañeros Pablo López Alavez y otros mas de la comunidad de San Isidro Aloapam.

  1. La diligencia de FE MINISTERIAL DE OBJETOS AFECTOS practicada por la Autoridad Ministerial no puede acreditar el cuerpo de los delitos que le acusan porque dicha diligencia se realizó  en la población de la Villa de Etla, a las 21:15 del 18 de junio de 2007, cuando según actas de la misma averiguación a esa misma hora y la misma autoridad actuaba en el paraje “Agua Paloma”, en San Isidro Aloapam, en el desahogo de la dirigencia de TRASLADO, INSPECCIÓN OCULAR Y LEVANTAMIENTO DE CADAVER que acabó a las 21:45 del mismo día, lo que le quita su valor probatorio, además que no demuestra que Pablo López Alavez  fuera propietario de dichos objetos.

  1.  No se acredita el cuerpo del delito porque no dicen concretamente a quien disparo e hirió, no se demuestra que nuestro hermano llevará arma o disparará; simplemente la Autoridad Ministerial da como verdad lo que dicen los testigos de San Miguel Aloapam pasando por alto que en sus declaraciones existen diferencias en esencia de cómo ocurrieron los hechos.

  1. Otra irregularidad que nos dice de la fabricación del expediente en contra de Pablo López es la declaración departe de la Guillermina Cruz Méndez , cuando hace la identificación del cadáver de Arturo Chavez Mendez el día 18 de junio de 2007 pues en dicha diligencia se advierte que antes de la llegada de la Autoridad Ministerial, el cadáver fue trasladado del lugar donde perdió la vida al campamento de San Miguel Aloapam, lo que contradice la diligencia de TRASLADO, INSPECCIÓN OCULAR Y LEVANTAMIENTO DE CADAVER, en la que supuestamente después de las ocho de la noche ordenó el levantamiento y traslado del cadáver al panteón municipal de San Miguel Aloapam.

Estas son algunas de las irregularidades que existen en la averiguación del expediente que acusa a nuestro compañero Pablo López Alavez, que demuestran que no existe una investigación real y verdadera que explique lo sucedido ese día 18 de junio de 2007 y solo se concreto la autoridad ministerial aceptar como verdad lo que las autoridades y gentes priistas de San Miguel Aloapam les contaron, tal vez porque les dieron una fuerte cantidad de dinero para que no hicieran su trabajo y acusar a Pablo López Alavez y otros comuneros de San Isidro Aloapam que se han opuesto a que se siga talando el bosque causando la erosión y la  perdida de agua lo que provoca el cambio climático, sin embargo a los paramilitares de San Miguel Aloapam gozan de total impunidad porque con la venta de la madera pueden comprar a las autoridades además que las mismas autoridades de la SEMARNAT Y CONAFOR también reciben ganancias millonarias de esas ventas pues ellos son socios de la venta madera por eso a pesar de que el bosque muere ellos siguen dando permisos para cortar árboles sin que hasta la fecha le presenten un informe del impacto ambiental que ocasiona cada anualidad que autorizan.       



Ante estos hechos llamamos a los hermanos y hermanas indígenas, a los integrantes de la otra campaña, a los hombres y mujeres del mundo, a los defensores de los derechos Humanos, a los ambientalistas, y a todas y todos a apoyarnos desde sus lugares mandándole cartas por fax o correo postal, hacer llamadas a las autoridades así mismo puedan hacer una actividad por la libertad de nuestro compañero Pablo López Alavez.


Por la Reinstitución y Libre Asociación de Nuestros Pueblos.
Consejo Indígena Popular de Oaxaca “Ricardo Flores Magón”
CIPO RFM.


Santa Lucia del Camino, Oaxaca a 5 de Octubre del 2010

Enviar cartas a las siguientes direcciones:


Poder Judicial de la Federación.
Juzgados y Tribunales Décimo Tercer Circuito.
Juzgado Tercero de Distrito en Oaxaca.
Juez: Amado Chiñas Fuentes.
Oficina Común de Correspondencia de Juzgado de Distrito.
Dirección: Av. Juárez 709 2DO. PISO Col. Centro.
Oaxaca,  Oaxaca, México. Código Postal 68000
Teléfonos: (951) 515-3600
(951) 5 18 56 13 (FAX) 5 15 66 00

Señor Presidente Felipe de Jesús Calderón Hinojosa,
República de los Estados Unidos Mexicanos

Lic. Ariadne Garcia Hernández, Directora de Organizaciones No Gubernamentales Internacionales, Comisión Nacional de Derechos Humanos de México
Dr. Raúl Plascencia Villanueva
Presidente de la Comisión Nacional de Derechos Humanos

Lic. José Francisco Blake Mora
Secretario de Gobernación
República de los Estados Unidos Mexicanos

Lic. Arturo Chávez Chávez
Procurador General de la República

Lic. Ulises Ruiz Ortiz
Gobernador Constitucional del Estado de Oaxaca

Lic. Ma. De la Luz Candelaria Chiñas
Procuradora General de Justicia del Estado de Oaxaca




LIBERTAD A LOS/AS PRESOS/AS INDIGENAS DEL CIPO-RFM "VIVA LA AUTONOMÍA" visite nuestra pagina: www.nodo50.org/cipo  Consejo Indígena Popular de Oaxaca "Ricardo Flores Magón", CIPO-RFM. Calle: Emilio Carranza 210, Sta. Lucía del Camino Oaxaca, México. tel: +(951) 51-78183 y +(951) 51-78190 mail: cipo@nodo50.org, mujercipo@hotmail.com, los_magoneros@hotmail.com
PARA DONATIVOS A NOMBRE DEL CIPO-RFM: Banco Nacional de México, SA. Domicilio Hidalgo # 821. col.Centro, Oax. C.P.68000, Sucursal Oaxaca, No. 120, Suit: Banamex: BNMXMXMM, Cuenta: 002610012077451770

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Anarquista sul-coreano é condenado a 18 meses de prisão por objeção de consciência‏

Jihwan Ahn
O jovem anarquista sul-coreano Jihwan Ahn foi condenado a 18 meses de prisão por objeção de consciência em 17 de fevereiro passado, em Seul. Ele está atualmente encarcerado na prisão de Youngdengpo e deverá será libertado em 16 de agosto de 2012. Jihwan recebeu 18 meses de prisão por suas crenças e sua rejeição ao serviço militar. 
 
Em sua declaração, ele afirma:
 
Não vejo razões – seja num sentido legal ou mesmo moral – para explicar a vocês qual o meu critério de consciência, e a história de como esse foi alcançado, ou da veracidade dessa consciência, enquanto eu declaro que me recuso ao serviço militar, de acordo com minha própria consciência. Não estou alegando isso de uma maneira infantil, mas essa é mesmo a minha convicção. Então, eu gosto de subir uma montanha pela manhã, ou de ir à praia quando está chovendo, tirar uma soneca depois do almoço, e colher flores do campo e colocá-las num vaso em minha sala – todas essas coisas você pode fazer livremente, sem permissão. Para mim, não prestar o serviço militar é assim também – uma questão de liberdade individual. Se alguém tenta tirar essa liberdade de mim, é esse alguém que deve explicar por que faz isso. Não sou eu que tenho que explicar porque me sinto feliz quando eu colho uma flor, ou culpado por fazer isso, e todas as outras mudanças emocionais e demais razões de o porque eu gosto de colocar flores em um vaso quando eu as pegar”.
 
Hoje, o problema principal é que depois da minha declaração, o processo legal vai começar. Primeiramente, é um problema pedir a alguém que é declaradamente consciente, que prove a sua consciência; e segundo, há o problema que não houveram debates o suficientes para entender o porque do estado-nação (ou melhor, a comunidade) está tirando a liberdade de alguém. Essa é basicamente uma questão de violência por parte do estado-nação”.
 
Embora a Coréia do Sul tenha sido repetidamente lembrada pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU de que deveria reconhecer o direito da objeção consciente – tanto através das Observações Conclusivas ao estado, assim como em sua jurisprudência no caso do objetores conscientes da Coréia do Sul – isso não tem sido feito. Um projeto do governo anterior para introduzir o direito da objeção consciente foi derrubado pelo governo atual.
 
Em novembro de 2010, 965 objetores conscientes estavam cumprindo sentenças nas prisões, de geralmente 18 meses. Atualmente, um dos casos das Observações Conclusivas que teve apelo junto à Corte Constitucional está pendente. Não obstante, as cortes continuam a mandar os objetores para a prisão.
 
Cartas de apoio ao objetor de consciência Jiwahn Ahn podem ser enviadas para este endereço:

Jihwan Ahn
2568
P. O. Box 164
Geumcheon-gu
Seul, República da Coréia
153-600 
 
Tradução > Filipe Ferrari
 
agência de notícias anarquistas-ana

A FORA comemorou 110 anos com casa cheia

No Teatro Verdi via-se penduradas as bandeiras vermelhas e pretas que enfeitavam os palcos e meio milhar de pessoas encheram a sala localizada no coração de La Boca. Poderia se referir a uma imagem tirada de outra época, quando congressos dos trabalhadores eram freqüentes no bairro de Buenos Aires. No entanto, o aniversário da Federação Obreira Regional Argentina, que completou, no último dia 25 de maio, 110 anos de existência, longe de ser um ato de evocação nostálgica de gloriosos tempos, foi um ato de reivindicação do ressurgimento do sindicalismo revolucionário.
 
Por mais de quatro horas, os mais de 500 trabalhadores vindos de diferentes partes do país, revisaram a história da organização e analisaram a perspectiva de luta atual. Nesta época, as práticas foristas encontram vigor e legitimidade na causa da ditadura sindical da CGT, corporativista e subserviente ao interesses dos empregadores, que cada vez mais se distancia de ser a resposta que esperam os trabalhadores.
 
Pelo palco do teatro foram passando diferentes atores do passado e presente da FORA, que abordaram diferentes posições-chave que levaram a esta organização secular a escrever as páginas mais brilhantes do movimento operário argentino. Além disso, realizou-se uma análise das perspectivas de ação que se abrem após importante processo de reestruturação realizado pelas novas gerações que conseguiram reposicionar novamente a FORA como um forte instrumento que os trabalhadores têm para conseguir sua emancipação.
 
O evento, que também contou com a presença de Carlos Marín, militante da CNT (Espanha) e delegado da Associação Internacional Trabalhadores (AIT), reuniu membros de todas as sociedades de resistência da Federação, bem como coletivos anarquistas afins, que mostraram seu apoio a uma organização gremial, que não só pode se orgulhar de ser a única remanescente fiel à sua ideologia, e que fortemente começa a renascer na Argentina.
 
Assessoria de Imprensa - Conselho Federal Fora (foracf@fora-ait.com.ar
 
Quinta-feira, 26 de maio de 2011
 
agência de notícias anarquistas-ana

domingo, 29 de maio de 2011

Unesco considera arquivos da ditadura militar como patrimônio da humanidade



Arquivos da ditadura militar brasileira agora fazem parte da “memória do mundo”. Essa é a segunda vez que um projeto brasileiro é aprovado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), tornando-se patrimônio da humanidade.
O projeto apresentado pelo Brasil “Rede de informações e Contrainformação do Regime Militar no Brasil (1964-1985)” foi aprovado pelo Comitê Consultivo Internacional do Programa Memória do Mundo (MoW – Memory of the World), numa reunião ocorrida em Manchester (Reino Unido), no período de 22 a 25 de maio.

Criado pela Unesco em 1992, o programa tem como objetivo preservar e difundir amplamente documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor mundial, buscando impedir, assim, que o patrimônio da humanidade seja esquecido.
A candidatura brasileira ao Memória do Mundo incorporou acervos de fundos de órgãos centrais do Serviço Nacional de Informação (Sisni), sob a guarda do Arquivo Nacional, e de órgãos de informação dos estados da Federação, estes custodiados por arquivos estaduais ou por outras entidades parceiras do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) - Memórias Reveladas.

O Memórias Reveladas foi criado em 2009, e sua gestão foi confiada ao Arquivo Nacional. O centro conta hoje com 55 instituições e entidades parceiras, incluindo diversos governos e arquivos estaduais, universidades e centros de documentação, e tem por objetivo atuar como um pólo difusor de informações contidas nos registros documentais sobre as lutas políticas no Brasil nas décadas de 1960 a 1980.

A vitória da candidatura do Brasil garante visibilidade mundial a esses importantes acervos, contribuindo para a sua preservação na medida em que chama a atenção do poder público e da sociedade brasileira para a necessidade de proteger e tornar disponíveis para consulta os arquivos do período do regime militar.

Diego Rabelo - 8760-8438
Diretor JPT- Bahia


Coletivo O Estopim!"Incendiando corações e mentes"  



Por:
Viviane da Silva Santos
Graduanda em Museologia
             UFBA